Protagonismo Orgânico Absoluto
O movimento iniciado com o Salão de Artes Plásticas, em 1964, tem valor inestimável para a história cultural de Embu das Artes e para toda a atenção que, a partir dele, a cidade passou a atrair.
Mas podemos dizer que a cereja do bolo agradou a muitos paladares e consolidou um movimento turístico cultural que tornou a cidade conhecida muito além do que seus próprios protagonistas poderiam imaginar.
De forma natural, a Feira Hippie, depois Feira de Arte e Artesanato e, atualmente, Feira de Embu das Artes, floresceu no entorno do Museu de Arte Sacra.
O que inicialmente se concentrava no Largo dos Jesuítas foi, aos poucos, ocupando novos espaços, levando vida, movimento e circulação para as vias que hoje formam o Centro Histórico.
E há algo muito especial nessa trajetória: a Feira cresceu ao redor de um patrimônio material de excepcional importância para a história paulista. O conjunto da Igreja de Nossa Senhora do Rosário e residência anexa, onde está instalado o Museu de Arte Sacra dos Jesuítas, foi tombado em 1938 e está entre os primeiros bens de natureza histórica e artística preservados no Estado de São Paulo.
Décadas depois, em 2021, foi a vez da própria Feira de Embu das Artes ser reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial
Na retomada das atividades presenciais, depois do período mais crítico da pandemia, a Feira reencontrou seu público e celebrou uma marca simbólica: 52 anos de história desde sua oficialização, agora também reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial.
O reencontro foi vivido nas ruas, nos encontros, nas fotografias, nos abraços e na participação espontânea de quem voltou a ocupar a Feira e a cidade. Visitantes e expositores ajudaram a transformar aquele momento em uma celebração coletiva — uma demonstração de que a Feira não apenas resistiu ao tempo, mas continuou despertando pertencimento, curiosidade e vontade de estar aqui.
E talvez seja justamente aí que essa história ganhe uma nova dimensão...
Ah, quem diria que, muito antes de existir a palavra influencer, a Feira já se consolidava como Influencer Orgânica Absoluta, protagonizando uma ascensão imensa desde sua oficialização até os dias atuais?
As imagens ajudam a contar essa história
É possível perceber a transformação das ruas e, de maneira quase surpreendente, observar que parecem existir duas cidades: aquela dos dias de semana e aquela que ganha outra pulsação aos finais de semana e feriados, quando a Feira acontece.
É comum ouvir a Feira ser mencionada como um dos principais atrativos de tudo o que acontece no entorno do Centro Histórico.
Uma célula viva, um coração que pulsa e dita o ritmo do movimento local.
Mais do que despertar interesse, a Feira construiu uma relação de pertencimento com seu público e continua criando experiências que fazem as pessoas quererem voltar.
Nossa sala de visitas ao ar livre está aberta para todos.
E as vias que se entrelaçam por essa grande sala transformam-se em passarelas criativas e acolhedoras, por onde circulam arte, cultura, histórias, sabores, encontros e possibilidades.
Passarelas que desembocam em nosso imenso e afetuoso Abraço Artesanal.
Nos encontramos aqui.