Protagonismo Orgânico Absoluto

O movimento iniciado com o Salão de Artes Plásticas, em 1964, tem valor inestimável para a história cultural de Embu das Artes e para toda a atenção que, a partir dele, a cidade passou a atrair.
Mas podemos dizer que a cereja do bolo agradou a muitos paladares e consolidou um movimento turístico cultural que tornou a cidade conhecida muito além do que seus próprios protagonistas poderiam imaginar.

No Largo Jesuitas o Museu de Artes Sacra em 1941
Do largo dos Jesuitas para a Rua Boa Vista (1941)
O Museu de Arte Sacra e o movimento dos artistas no inicio da Feira década de 70.
Quando e exposição acontecia apenas no largo Jesuitas e entrono do Museu de Arte Sacra. Década de 70.

De forma natural, a Feira Hippie, depois Feira de Arte e Artesanato e, atualmente, Feira de Embu das Artes, floresceu no entorno do Museu de Arte Sacra.
O que inicialmente se concentrava no Largo dos Jesuítas foi, aos poucos, ocupando novos espaços, levando vida, movimento e circulação para as vias que hoje formam o Centro Histórico.
E há algo muito especial nessa trajetória: a Feira cresceu ao redor de um patrimônio material de excepcional importância para a história paulista. O conjunto da Igreja de Nossa Senhora do Rosário e residência anexa, onde está instalado o Museu de Arte Sacra dos Jesuítas, foi tombado em 1938 e está entre os primeiros bens de natureza histórica e artística preservados no Estado de São Paulo.

Décadas depois, em 2021, foi a vez da própria Feira de Embu das Artes ser reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial

Um bolo cenográfico em frente ao Museu de Arte Sacra, e turistas fotografando o momento qe celebrava 52 anos da Feira e o reconhecimento como Patrimônio Cultural em 2021.
52-anos-da-feira-e-o-reconhecimento-como-patrimonio-em-2021, um momento onde a Feira retornava sua exposição com as recomendações de segurança pós pandemia.


Na retomada das atividades presenciais, depois do período mais crítico da pandemia, a Feira reencontrou seu público e celebrou uma marca simbólica: 52 anos de história desde sua oficialização, agora também reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial.
O reencontro foi vivido nas ruas, nos encontros, nas fotografias, nos abraços e na participação espontânea de quem voltou a ocupar a Feira e a cidade. Visitantes e expositores ajudaram a transformar aquele momento em uma celebração coletiva — uma demonstração de que a Feira não apenas resistiu ao tempo, mas continuou despertando pertencimento, curiosidade e vontade de estar aqui.
E talvez seja justamente aí que essa história ganhe uma nova dimensão...
Ah, quem diria que, muito antes de existir a palavra influencer, a Feira já se consolidava como Influencer Orgânica Absoluta, protagonizando uma ascensão imensa desde sua oficialização até os dias atuais?

As imagens ajudam a contar essa história

Durante a semana é comum o entorno do Museu no Largo Jesuíta esta livre.

É possível perceber a transformação das ruas e, de maneira quase surpreendente, observar que parecem existir duas cidades: aquela dos dias de semana e aquela que ganha outra pulsação aos finais de semana e feriados, quando a Feira acontece.
É comum ouvir a Feira ser mencionada como um dos principais atrativos de tudo o que acontece no entorno do Centro Histórico.
Uma célula viva, um coração que pulsa e dita o ritmo do movimento local.
Mais do que despertar interesse, a Feira construiu uma relação de pertencimento com seu público e continua criando experiências que fazem as pessoas quererem voltar.
Nossa sala de visitas ao ar livre está aberta para todos.

Uma cidade comum.
Visitantes circulando pelo Largo dos Jesuítas, ao lado do Museu de Arte Sacra de Embu das Artes, observando os diversos espaços da tradicional Feira de Embu das Artes e os trabalhos apresentados pelos expositores.

E as vias que se entrelaçam por essa grande sala transformam-se em passarelas criativas e acolhedoras, por onde circulam arte, cultura, histórias, sabores, encontros e possibilidades.
Passarelas que desembocam em nosso imenso e afetuoso Abraço Artesanal.
Nos encontramos aqui.

O largo dos Jesuítas se preenche de cores e pessoas aos aos finais de semana.